… e por fim um termo que continha um chá fumegante que verteu em cada uma das chávenas. Um perfume cítreo impôs-se ao aroma do mar.
Que chá é este, tão perfumado?
É chá de Erva Príncipe! Bebe e vais sentir-te feliz!
E ficaram os dois calados, olhando o mar grandioso, saboreando a doçura dos bolinhos, sorvendo pequenos goles do chá aromático, com os pés enterrados na areia macia e ouvindo o Amanhecer de Peer Gynt com um sorriso enorme desenhado em cada um dos nossos rostos.
(Dedicado ao meu amigo Didi)
Comentários:
Anónimo disse...
também sorri agora.
josé
11:53 da tarde
Anónimo disse...
Sorte tem o Didi ...em ter uma amiga como tu.
12:00 da manhã
Anónimo disse...
Já nos habituaste aos teus posts de muito boa qualidade.
O de hoje deixou-me com um grande sorriso, pois é muito agradável poder ler e ouvir coisas tão bonitas. Bom fim de semana.Beijinho
anag
12:02 da manhã
Anónimo disse...
Quem me dera um Didi assim, mas olha que, com a tua descrição, até senti a brisa salgada do Guincho! Um beijo
anete
12:04 da manhã
Anónimo disse...
Eu também adoro chá. Nestes dias em que ando tão constipada tem sido o meu melhor amigo.
Beijinhos
12:06 da manhã
Anónimo disse...
Tenho a certeza de que o Didi merece toda esta demonstração de afecto!
(vinha queixar-me de que não havia nenhum novo "post" e... que grande produção e cuidado na apresentação!) Tem uma boa semana!
Beijinhos
12:07 da manhã
Anónimo disse...
Gostei de tudo o que descreveste...só não posso opinar sobre o chá de Príncipe porque nunca o provei e na realidade para mim chá só preto e verde. Quanto ao som das ondas adorei!
Fez-me recordar o "meu" Guincho de antigamente, com os nossos filhos ainda miúdos, outros tempos, outras gentes. Aquela Guincho de agora já não é bem o "meu"!
Eu também serei outra...com os encontrões que a vida me foi dando ou melhor as pessoas me vão dando. Podes continuar, cá fico à espera. Bjs.
Este nunca seria o som do mar da Madeira, mas reconheço o daí, do Continente.
Quando aí vivia, uma das coisas de que tinha saudades era do marulhar das ondas madeirenses. Principalmente no cais da cidade. É tão diferente o bater da onda no calhau!
Este texto foi elaborado com a preocupação de conseguir transportar o leitor e introduzi-lo no interior da cena. É uma história verídica e não conseguimos encontrar nela nenhum exagero ficcional. Um abraço grande ao josé companheiro da noite, ao anónimo que nem precisa de pôr o nome para ser reconhecido :), à anag sempre presente e simpática, à anete e à sua explicação sobre as diferenças de som das vagas que se abatem sobre o areal do continente ou sobre o cascalho da Madeira, à badala que já nos tem dito o quanto adora chá (eu também), ao ez que anda tão fugido destas visitas mas que encontra sempre uma palavra simpática para deixar aqui, à maria, velha companheira dos domingos no Guincho, à Dulce que troca comigo emoções através dos nosso blogs, ao Fernando que foi uma surpresa encontrá-lo aqui, ao Osvaldo antigo companheiro de secretária, à amiga m. que confirma que a foto que tem no seu belíssimo post "A Fronteira" é realmente da praia do Guincho. A todos vós o desejo de que tenham gostado tanto de ler este texto como nós ao escrevê-lo.
Ficámos esgotados. Vamos levar alguns dias a recuperar.
No es sólomente esta historia la que está cargada de sentidos sino que es tu página entera la que nos acaricia y nos envuelve en un mundo mágico. Nos sentimos como si fuéramos "tu amigo Didi" porque compartes con todos nosotros tus vivencias y esos momentos tan especiales. Gracias por regalarnos esta oportunidad.