2008-10-16

A Horta do Thomé

Não conseguimos evitar de vos dar a conhecer um pouco do livro “A Horta do Thomé”, escrito por João da Motta Prego, ilustrado por João Alves de Sá, pertencente à "Biblioteca dos Meus Filhos" e publicado em 1909 pela Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & Cta. Por incrível que possa parecer nos dias de hoje, era um livro destinado ás creanças.
Num arrabalde da cidade, vivia com grandes difficuldades uma família constituída pelo pae que era carpinteiro, a mãe que tratava das comidas, das roupas, da casa e de 10 filhos, sendo Thomé o mais velho com 12 annos de edade e que os paes dispensavam algumas horas para poder ir à escola e adeantar os estudos. O livrinho que mais o apaixonava e que lia e relia sempre que podia, era um que ensinava a tratar da terra e das plantas que o seu professor, o mestre tio Salomão, lhe emprestára.
Um dia o Thomé recebeu meio-tostão para pagamento de um pequeno trabalho e como era a primeira moeda que recebia, resolveu aplicá-la bem. Foi à cidade e depois de muitas hesitações resolveu comprar um pacotinho de sementes de Alface Loira Gigantea. Preparou um terreno no quintal, semeou, cuidou, e mais tarde com a venda destas alfaces arranjou dinheiro para comprar sementes diferentes e vamos assistindo à grande aventura deste jovem hortelão e dos seus irmãos, conhecendo as técnicas usadas na altura, sabendo os nomes das variedades semeadas, numa zona desconhecida do país onde o tempo favorecia sempre as culturas não dando origem a surprezas desagradáveis :)
Entretanto o Thomé fez 13 annos, e fica distincto no exame de instrucção primaria. O seu mestre aconselhou os paes a não gastar mais dinheiro com livros e mestres. “As lettras custam caras e rendem pouco à gente pobre. O rapaz tem geito mas é para hortelão. Lá por ahi há-de fazer caminho. Verão que não se arrependem”
Com as economias que vae fazendo, compra um burro chamado Figueiredo que é uma óptima ajuda no transporte dos productos pelas ruas da cidade, e à medida que o tempo passa compra um casal de coelhos para criação destinado à venda e ao consumo da casa, o bezerro Moysés para ajudar na faina quando crescido e um porco para engordar com as lavaduras da casa e detrictos da horta e matar-se pelo Natal para regalo da família, altura em que os mais novos tinham direito a beber uma pinguita de vinho branco.



As terras eram enriquecidas com estrume fabricado com o lixo da casa, detrictos da cozinha que se juntavam numa cova juntando aparas miúdas de madeira, folhas, hervas secas, cinzas da fornalha e da lareira e também com uma parte dos despejos líquidos da casa, n’uma altura em que o saneamento básico era um conceito desconhecido. Esses despejos líquidos eram guardados n’uma barrica vazia de petróleo, destamparada de um lado, collocada a um canto do seu terreno e destemperados com água quando usados directamente nas regas.
A lista das culturas é ennorme, explicando sempre a melhor forma de semear ou plantar: Cerefólio, Beldroegas, Raponcio, Funcho de Florença, Inhame, Lentilha, Mostarda, Rutabagas, Pastinagas, Escariola, Pimpinela, Escorcioneira, Salsifis, Aveia, Trigo, Cenoura Semi-Comprida de Nantes e Fusiforme, Rabanete Redondo e Semi-Comprido Rosa, Tomate commum, Beringella Violeta Comprida e Branca da China, Alho de sopa (alho francês) Monstruoso de Carentan, Salsa, Coentros, Segurelha, Tupinambos Vermelho e Amarello, Batatas Marjolin ou Franceza, Saucisse e Magnum Bonum, Cebola de Guimarães, Nabos de S. Cosme e de Guimarães, Feijão de trepar Vermelho e Mesclado, Manteiga-Marfim, d’Argel Preto; Feijões anões: Princeza, Amarello do Canadá, Preto d’Argel, Manteiga-Branco e Flageolet-Manteiga, Couve de Milão, Murciana, Gallega, de Cortar, Penca e Tronchuda. E os repolhos: Gigante das Hortas, Pão de Assucar, Coração de Boi, Saboya; Couve Flor Imperial, Broculo Branco Temporão, Exalotas, Ervilhas de trepar Príncipe Alberto, de casca ou de quebrar (ou come-lhe tudo) de trepar: Manteiga e Chifre de Carneiro, Beterraba Vermelha de Castelnaudary, Estragão, Melão Cavaillon, Cantaloup Prescott, Negro dos Carmelitas, Melancias Vermelhas de Aveiro e Santarém, Abóbora de Água ou Colombro, Napolitana (cucurbita moschata), Gerimu Parisiense, Porqueira do Norte, Chila, Cardo de Tours, Pimentão doce de Hespanha ou Catalão, Pimento picante vermelho comprido, Malagueta, ...

... Morangos de Meaux, Dr. Morère, Jucunda, Marguerite Lebreton, Capron Framboeza, sempre ajudados nos trabalhos pelo Tio Salomão, grande enthusiasta pelas cousas da lavoura.



(Faziam grelar as batatas-doces nos estufins para as plantarem em Abril ao ar livre)

Semeavam Fava commum e Fava de Sevilha e regavam diversas vezes com o líquido da barrica. Luiza ficava atenta às faveiras para quando florissem cortar a ponta dos novos rebentos e assim terem favas mais cêdo e mais gradas.
Nas Couves de Bruxellas apparecem muitos repolhinhos pequenos pelo tronco acima e que se desenvolvem muito depressa quando se corta a cabeça da couve. De modo que não se devia cortar a cabeça a todas ao mesmo tempo para a colheita ser mais prolongada
Chicorea Frisada de Maux, da Itália ou Fina de Verão, semeada em alfôbres, depois transplantadas para os canteiros e quando já não cresciam mais, estiolavam-se, enleando a planta com uma fita de palha, deixando só de fóra o extremo das folhas ou fechando-as e amontoando terra em volta, de modo a só apparecer no tôpo dos montículos assim formados, as pontas das folhas. As plantas assim preparadas não tomavam a côr verde e ficavam de um amarello esbranquiçado, muito tenras e appetitosas
Espargos da Hollanda e de Argenteuil. Semeavam em Março. No Outono preparavam-se as valas com estrume bem curtido. Na Primavera armava-se a espargueira transplantando do viveiro. Floresciam de Junho a Julho. Davam umas bagas vermelhas que seriam colhidas em Outubro. No mez de Novembro cortavam-se os troncos a uma altura de 15 cm. Descavavam-se as plantas e estrumavam-se na raiz cobrindo de novo com terra
Aipo Pleno Branco também estiolado atando as folhas com 3 laços de palha: um perto da base, outro a meia altura, e o último no tôpo, amontoando e aconchegando terra em volta até à primeira atadura e regando em seguida. Oito dias depois amontoavam até à segunda atadura e passados mais 8 dias outra amontoa até à terceira atadura. Mal estivessem branqueados era preciso colhel-os, senão estragavam-se.
Alcachofra Gigante de Laon e Violeta Precoce. Deixavam só uma cabeça em cada haste, supprimindo as secundarias. Depois da colheita cortavam rente à terra as hastes que produziram e os extremos das folhas que se entrelaçavam, para que o sol pudesse penetrar.
Espinafre commum, Monstruoso de Viroflay. As sementes eram metidas em água durante 6 horas e ao fim de 6 dias já as plantas nasciam. Deixavam para semente as plantas mais perfeitas, tendo o cuidado, como umas só dão flôr macho e outras flôr femea, colher d’umas e d’outras para se poderem reproduzir
E os conselhos continuavam:
Barba de Capuchinho: Em Abril semeavam Chicorea Selvagem ou Almeirão. Em Junho/Julho cortavam algumas folhas para consumo. Em Outubro/ Novembro arrancavam algumas raízes e depois de supprimir todas as folhas à altura de 1 cm, no collo da raiz, atal-as-iam em pequenos molhos tendo o cuidado de deixar ao mesmo nível o collo da raiz. Depois collocavam n’uma loja sem luz sobre uma camada de 30 cm de excremento de cavallo. As molhadas eram ahi dispostas verticalmente encostadas umas ás outras e mettidas no estrume até aproximadamente um terço da sua altura. Regavam 2 vezes ao dia até as folhas começarem a rebentar e baixando depois a frequencia das regas para as folhas não apodrecerem. Ao fim de 15 a 20 dias as folhas tornavam-se muito compridas, de côr branca amarellada e estariam promptas para consumo, chamando-se barba de capuchinho e fazendo uma belíssima salada.

Os Espinafres da Nova Zelândia têem as folhas sumarentas, ramificações tenras, sabor fino e agradável, dão esparregados de primeira ordem. E para sôpas, misturados com grão ou feijão?!... Uma delícia. Semeados em terra bem estrumada e sempre fresca, é chegar aqui e todos os dias colher um braçado d’elles como quem vae de caminho. E depois, não precisam de mais tratamento. As próprias sementes cahindo na terra, os reproduzem. Não são muito conhecidos; mas verás… quem uma vez os provar, fica freguez. Para os animar, dá-lhes de vez em quando uma réga com o líquido da barrica.

As Chayotas ou chuchus, colhidas um pouco verdes, cozidas em água e sal e comidas com molho branco… são de ressuscitar um morto!

E esta precciosidade: Pegou na alface, lavou-a, sacudiu-a com força, e rasgou-lhe as folhas transversalmente à mão. Depois deitou-a na saladeira. Depennou os cheiros e espalhou-os por cima: quebrou com os dedos o cebolinho em pedacitos de três centímetros, cortando-lhe a raiz. aproveitando-o até aos dois terços da sua altura e lançando fora essa parte superior. Deitou n’uma colher um pouco de sal fino que derreteu, enchendo a colher até ás bordas de vinagre forte que logo despejou, espalhando-o sobre a salada. Encheu a mesma colher duas vezes com um azeite que parecia oiro líquido e que do mesmo modo espalhou sobre o pitéu. Cortou uma codita de pão, atirou com ella para a saladeira e depois… toca a mexer. Voltas e mais voltas. O verde da alface tornava-se lustroso como o azeite; o cebolinho e os cheiros agarravam-se às folhas; e por toda a casa era um perfume!... “Hás-de esperar até que a côdea do pão esteja bem ensopada de azeite e vinagre!” respondeu o Tio Salomão ”Esse é o signal de que a salada está mexida como deve ser”. Finalmente elle retirou a côdea, examinou-a cuidadosamente, comeu-a e serviu uma pratada a transbordar do appetitoso pitéu
No final os ensinamentos mais complicados:
Preparar Calda Bordaleza: 88 litros de água, 6 kilos de cal e 6 kilos de sulfato de cobre
Preparação de adubo químico: Em 100 litros de água, misturar 30 grammas de phosphato de ammoniaco, 45 grammas de nitrato de potassa, 15 grammas de nitrato de soda, 10 grammas de sulfato de ammoniaco. Oito dias depois as plantas regadas com este adubo differençavam das outras. E, depois de meia dúzia de regas apresentavam um tal vigor que todos estavam extasiados. E o Tio Salomão explicou às creanças: As plantas precisam de azoto, ácido phosphórico, potassa e cal. Os nossos terrenos são ricos em cal. No phosphato de ammoniaco há o azoto e o phosphoro; no nitrato de potassa há o azoto e a potassa; no nitrato de soda há o azoto e no sulfato de ammoniaco há o azoto e também o enxofre que as couves apreciam muito. Os estrumes tornam a terra mais tempo fértil e permeável ao ar, penetrando a água também melhor. Os adubos actuam mais depressa e o efeito é menos duradouro e a terra não fica tão porosa, tão leve.
Construção de estufins: caixas sem fundo com 4 m de comprimento por 1,33 de largura. A sua altura do lado elevado era de 33 cm e do lado mais baixo 26, cobertas de vidraças de caixilhos de ferro ou de madeira. As vidraças podiam levantar-se ou abaixar-se por meio de duas hastes dentadas, de madeira, collocadas verticalmentre entre a borda superior da caixa e o caixilho.
Faziam uma ruma (pilha) de estrume de 65 ou 70 cm de altura, 1,93 de largura e 4,60 de comprimento. O estrume devia ser fresco e era calcado com os pés de modo a ficar comprimido. Depois regava-se cuidadosamente para ficar todo humedecido e sem deixar a água correr para fora. Feito isto, lançavam sobre o estrume uma camada de terriço da espessura de 18 a 20 cm e cobriam com o estufim. O estrume fermentava e principiava a aquecer. Este calor comunicava-se aos 18 ou 20 cm de terra que o cobriam e ao ar do interior do estufim. Faziam as sementeiras directamente na terra ou, melhor ainda, em vasos que enterravam até dois terços de sua altura n’essa terra e que depois transplantavam para a horta sem que as plantas soffressem da transplantação
A ruma devia ter mais 60 cm de largo e de comprido do que o estufim, ficando descoberta em volta n’uma faixa de 30 cm que serve para fazer o rescaldo. O rescaldo faz-se com uma camada de estrume fresco, que se colloca no espaço livre em volta do estufim até à altura da vidraça; e tem por fim prolongar a temperatura alta, mais tempo, no interior deste. Esta duração mais prolongada da temperatura pode também obter-se por meio de uma espessura maior da cama. Quando o tempo o permittir, como as plantas precisam do renovamento do ar, levanta-se de dia um pouco as vidraças dos estufins. Também são necessárias esteiras que servem para proteger as plantas contra a geada, fazendo com ellas além d’isso uma espécie de toldos ou abrigos sobre os estufins, agasalhando-os contra o frio. Para attenuar os raios de sol no tempo em que são muito fortes, branqueavam os vidros com cal.
A este processo dos estufins chamavam cultura em cama. E distinguiam as camas quentes, tépidas e frias.
Camas quentes eram preparadas com estrume de cavallo, ovelha, etc. Nos primeios dias, depois de armadas, a temperatura elevava-se até 70º descendo depois de 20 a 30º que se conservavam durante 40 a 50 dias. Correspondia ao Verão
Camas tépidas eram feitas com estrumes animaes, folhas, detrictos vegetaes susceptíveis de fermentação ou misturas de estrume de cavallo com estrume já fermentado Forneciam uma temperatura média entre os 12 e 20º durando por 60 a 70 dias Correspondia à Primavera.
As camas frias ou mortas eram construídas ao nível do solo, com materiaes mais ou menos esgotados e cobertas também pelos estufins. Correspondia ao Inverno mas sem geada .
Além dos estufins era preciso comprar redomas de vidro transparentes e de um tom ligeiramente esverdeado, em forma de sino, terminando superiormente por um botão ou pegadeira e tendo na base um diâmetro de 40 cm, para proteger das geadas e dos frios as novas plantas no campo.
No final do livro Thomé tinha 15 irmãos. A família vivia mais desafogada graças às poupanças que conseguiam fazer com a venda dos productos da horta. Os irmãos compraram a propriedade que tinham alugado, augmentaram a casa e adquiriram mais água e terras de horta. Tinham construído uma correnteza de estufas onde faziam a cultura forçada dos primôres. O Thomé continuava a estudar botânica sózinho e era tão intelligente que fazia ensaios com as culturas novas conseguindo reproduzir batatas por semente, obtendo uma variedade que fôra premiada com medalha de oiro na exposição hortícola à qual deu o nome de Batata Salomão em homenagem ao seu mestre.

Ahinda que com algumas reservas em relação a certas practicas e ensinamentos, digam lá se não é um immenso prazer para os sentidos?

30 comentários:

Paulo disse...

O Thomé era um rapazinho muito ajuizado. Já não se fabricam Thomés.

Uma delícia este quase-"Borda d'água".

Ricardo disse...

Pois, querida Ana, hoje vivemos num mundo em que crianças não podem trabalhar, tampouco aprender qualquer ofício que não seja viver na internet.
Claro que não precisamos voltar aos tempos do trabalho escravo na Revolução Industrial, mas um pouquito de responsabilidade e atribuições nunca fez mal à ninguém.

Grande beijo!

Ezequiel Coelho disse...

Não admira que demores tanto a presentear-nos com os teus textos!!
É uma espera que merecem bem a "pena"!
Muitos beijoooooossss!
(continuo à espera da tua/vossa visita!!!)

pinguim disse...

Oh meu Deus!! Isto é um tratado e dos bons sobre a agricultura tradicional com um aproveitamento máximo.
Imagino, Ana, o prazer que te deu a ti, leres isto, que tens um pouco de Thomé e de professor, dentro de ti própria...
Entusiasmante!
Beijinho.

Greenman disse...

Adorei.
Eu tenho o livro 'A QUINTA DO DIABO' sobre a criação de aves de capoeira que já li e reli dezenas de vezes.
As coisas eram tão simples e tão mais puras...

E sabes que conheci um familiar do autor? Conheci o D. Luis de Castro e Almeida da Motta Prego, também já falecido. Um senhor que me marcou muito no meu crescimento e cultura.

Obrigado pela recordação.

:-)*

Pandora disse...

Magnifico.
A leitura deve ser fantástica com os termos antigos.
Não falando das coisas que se aprendem .
Beijos.

gintoino disse...

Muito bom. Além da indiscutivel qualidade do texto (sabes q sou fã ;-) ) o q mais me agradou foi a incrivel diversidade de culturas referidas. Nada q ver com a "monotonia hortofruticola" q se vive hoje em dia.

Cris Bolbosa disse...

Fiquei presa da primeira à ultima letra. No inicio fez-me lembrar o Constantino - guardador de vacas e de sonhos, também tinha 12 anos e grandes responsabilidades.
Como a vida era bem mais interessante antigamente!
Bjnhs
Cris

RUTE disse...

Onde é que a Ana foi descobrir esta preciosidade de livro!?

Bons ensinamentos. Faz falta às nossas crianças aprenderem mais práticas de subsistência.

Parabéns pelo artigo. É maravilhoso.

Tenho de começar a contar mais histórias deste género à minha filha. Esquecer as princesas, as bruxas más e os reinos encantados. Consciêncializá-la para a vida com sentido.

efe disse...

uma lufada de ar fresco, este blogue. Parabéns!

Filipe disse...

Encontrei num alfarrabista hà uns cinco anos, desconhecia completamente o autor, tenho "O Pomar do Adrião". o mesmo estilo, mas numa aldeia do interior e sobre árvores de fruto. Uma maravilha.
Nunca mais encontrei um livro deste autor.
Existe ainda, além dos citados o "O Padre Roque" (apicultura), "A leitaria da Rosalina" (Lacticinios) e "A Lagoa do Donim" (Psicicultura).

naturline disse...

Que lindo teu blog Adar com um texto maravilhoso. muito boas, mo' gostou muito, da mesma maneira que o blog, obrigado muito.

Tongzhi disse...

Embora tenha lido todo o post com imenso prazer, imagino o que te deve ter dado a ti!
Isto é uma enciclopédia mas das completas!!!
Beijos

eu disse...

É sempre um prazer ler os seus textos. Uma história (antiga) que valoriza o trabalho e que pode ser um exemplo (actual).

Um abraço

poetaeusou . . . disse...

*
que lição,
,
obrigado por esse
imenso mar alimenticio,
,
brisas de verde, envio-te,
,
*

Anónimo disse...

Vir aqui é sempre tão retemperador. E aprende-se imenso, desde os rádios e os CDs para afugentar a passarada às garrafas para apanhar moscas e às folhas de eucalipto sobre as batatas. Muita saúde. Octávio Lima (ondas3.blogs.sapo.pt)

Anónimo disse...

Sabia da obra, do author e do personagem. Não estava a contar com ele aqui.Simpático...já agora vários porquinhos(AF)

bettips disse...

Grata te sou por ensinamentos da terra. Das coisas naturais, naturalmente encontradas.
Lidas e fotografadas.
Bjinho

TINTA PERMANENTE disse...

Para os sentidos e para o saber!...

abraços!

as-nunes disse...

Excelente ideia, Ana. Este texto é duma extrema singeleza e ao mesmo tempo transpira uma imensa riqueza de ensinamentos.
Apreciei deveras o facto do Thomé se dedicar ao estudo da Botânica como auto-didacta. É que ao fim de quase 6 décadas de vida finalmente também tenho andado a percorrer esse maravilhoso e incomensorável caminho. Pena que a maior parte das pessoas se deixem seduzir em excesso pelo brilho do artificialismo e facilidades de obter os produtos de que carece para viver e se esqueça com demasiada frequência que sem as plantas nada seríamos. A Terra seria pó, mais nada.
Um beijinho de muita amizade

rouxinol de Bernardim disse...

Semear para colher!

maria disse...

Interessante... quando me reformar talvez vá para o campo e me dedique à agricultura. E nessa altura, claro que já sei quem consultar - a Ana.
saudações

Carla Silva e Cunha disse...

gostei muito

parabéns pela iniciativa

http://www.arte-e-ponto.blogspot.com

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida Ana, belíssimo texto, foi um prazer ler o teu belo texto... Beijinhos de carinho,
Fernandinha

Bichodeconta disse...

QUE MARAVILHA DE HISTÓRIA,PODE ATÉ PARECER INOCENTE, MA AS CRIANÇAS GOSTAVAM, PRESUMO QUE AINDA GOSTAM DE HISTÓRIAS QUE FALAM DA NATUREZA, DAS COISAS SIMPLES E BOAS DA VIDA.. Já agora vou ver o que se tem feito por ai, nas hortas, na vinha, na quinta..um abraço, ell

Eduardo Santos disse...

Olá! Sou novo por estas bandas, sei que vim aqui parar e fiquei. Comecei a ler o texto, pareceu-me extenso e quis desistir, mas a curiosidade foi maior e ainda bem. De facto é uma pérola este texto, a linguagem então utilizada, a forma, tanta coisa que me fez recordar outros tempos.As minhas desculpas pela entrada abrupta, mas este espaço fascinou-me e acabei por percorrer a todo o blog, embora não tenha possibilidade agora de o conhecer na totalidade, aqui voltarei, mesmo que não deixe qualquer comentário. Um obrigado sincero.Eduardo.

Valencas disse...

Excelente texto colocado à disposição de todos, não conhecia esta pérola maravilhosa da nossa literatura.
Obrigado.

Valencas.
www.sitesmaisuteis.pt

Anónimo disse...

Tenho 53 anos. Na casa dos meus pais havia este livro, que me lembro de ler vorazmente e reler com mais calma, na esperança de reter alguns dos muitos conhecimentos que o Tomé tinha na arte de plantar e semear.
Perdi o rasto ao livro e por várias vezes tentei encontrá-lo, em alfarrabistas e nas feiras do livro que visito todos os anos.
Gostava muito de conseguir recuperar esta obra para poder mostrar ao meu filho, que pertencendo à geração da net, não conhece o prazer de ver crescer na terra algo que nós semeámos, depois colher e comer, rituais bem mais saudáveis que os de agora em que nos limitamos a ir ao supermercado e meter num cesto de compras artigos que outros cuidaram.
Adorei rever algumas passagens deste livro.Caminhei no tempo, recuando com saudade 40 e tal anos.
Obrigada.

Manuel de Azevedo disse...

Obrigado minha amiga.
Esse livro (e o Pomar do Adrião) habitaram a minha infância há mais de meio século (dados pelo meu Pai, que era Eng. Agrónomo). Infelizmente perderam-se pelo caminho. Agora vejo ser difícil encontrar no mercado. Nas buscas que fiz encontrei um sobrinho bisneto do Eng. Motta Prego com este texto interessantíssimo - http://www.guimaraesdigital.com/index.php?a=edicoes&id=5921. E se nos juntássemos todos para reeditar este livro na Web? Tecnicamente seria fácil, resta saber como estão os direitos de autor. Mandei um email para a GuimarãesDigital a pedir para reencaminharem o meu email. Se tiver notícias volto aqui...
Parabéns. Vou estar atento ao seu blog, tão fresco e viçoso.
Seu Manuel

Cartuxa disse...

Obrigada!! Também tenho este livro que li em miúda e de que gostei tanto que o meu avô, a quem pertencia, mo ofereceu. Uma coleção maravilhosa!