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2012-04-11

Amêndoas atrasadas

Em primeiro lugar fazemos votos para que todos os nossos amigos tenham tido uma Páscoa feliz, já que nem tivemos um tempinho para vir aqui deixar os nossos votos com a devida antecedência.

Actualmente, sem caseiro e com uma das senhoras auxiliares hospitalizada, os trabalhos têm vindo a ser feitos quase exclusivamente por nós, o que não permite sobras de tempo para este tipo de actividade.

Mas hoje, com um dia de chuva mansa, ficámos mais por casa e surgiu uma oportunidade para estarmos de volta dos nossos computadores a pormos a escrita em dia.

Foi uma Páscoa passada com os nossos familiares mais próximos e também com um grupo de amigos, criando um ambiente simpático com boa comida, boa bebida e passatempos diversos como jogos de xadrez, damas, matraquilhos, ténis de mesa, tiro com arco, não faltando os nossos cantares acompanhados com piano, cavaquinho e contrabaixo e claro com a pintura dos ovos cozidos  que não podia faltar :)


Quis apresentar um ninho da Páscoa que tradicionalmente é feito com um bolo de  chocolate mas desta vez resolvi experimentar a massa idêntica ao do “Bolo de Chocolate o Melhor do Mundo” que encontrei ao pesquisar na Internet.

Como há muitos amigos que gostariam de ter esta receita, vou passa-la para aqui com as fotos que fomos tirando durante todo o processo.

Os ingredientes são os seguintes:

Para a massa do suspiro:

250 gr de açúcar em pó

40 gr de cacau em pó

250 gr de claras

250 gr de açúcar normal


Para a mousse de chocolate:
500 gr de chocolate amargo

450 gr de natas

120 gr de claras

80 gr de açúcar normal

E o bolo faz-se assim:
Numas folhas de papel-manteiga (eu usei papel vegetal) desenhe 3 círculos com 20 cm de diâmetro,  mais ou menos a medida de um prato de sobremesa. É provável que só consiga desenhar dois numa folha ficando o terceiro numa outra.

Peneire então o açúcar em pó com o cacau para uma tigela.

Depois bata os 250 gr de claras (mais ou menos o correspondente a 9 ovos, dependendo do tamanho), e quando começar a fazer espuma junte um pouco do açúcar normal e continue a bater juntando aos poucos o restante açúcar até ficar em castelo firme.

A seguir envolva delicadamente a mistura do açúcar e cacau com as claras batidas.


Na foto vê-se a tigela em cima do fogão mas foi uma coincidência uma vez que não vai ao lume nesta fase como é óbvio.

Depois de bem envolvida, coloca-se esta massa num saco de pasteleiro para cobrir os círculos que se fizeram no início tal como mostro na foto seguinte


Leve os tabuleiros com os círculos da massa ao forno a 120º por cerca de 1 hora.

Entretanto comece a fazer a mousse: pique o chocolate preto numa tábua e ponha-o a derreter em banho-maria enquanto bate as natas em chantilly.  A seguir bata em castelo os 120 gr de claras (mais ou menos 4 ovos) juntando aos poucos o açúcar normal até ficar em castelo firme.

Junte as claras batidas ao chocolate derretido, batendo com uma vara de arames ou, na falta desta, com dois garfos juntos. Quando estiver bem misturado junte as natas batidas envolvendo com uma espátula.

Quando tiver terminado este trabalho, pode começar então a montar o bolo: coloque um dos discos no prato a apresentar e cubra com uma boa camada da mousse de chocolate que acabou de fazer e depois coloque o segundo disco e torne a cobrir e repita em relação ao terceiro disco, como pode ver na foto seguinte


Se por acaso não se ajeitar com o saco de pasteleiro (como nós que felizmente tirámos a foto logo no inicio do segundo disco, mostrando um trabalho bem feito e asseado, antes da cena triste que se seguiu, com a massa a sair por baixo e por cima do saco, de uma forma descontrolada e sujando tudo), pode pôr sobre o papel vegetal, colheradas da massa e fazer pequenos suspiros como se vê no cestinho que está na foto e em vez de montar o bolo com os discos de suspiro, pode fazer as 3 camadas alinhando os suspiros pequenos porque na altura de o saborear, nem se dá por isso.

A dose indicada dá para cobrir bem os discos, cobrir depois todo o bolo e ainda sobra massa que se pode aproveitar fazendo suspiros para pôr na mesa.

Depois de montado e enfeitado, deixe no frigorífico de um dia para o outro para os suspiros amolecerem com a mousse.

Na foto seguinte mostramos o nosso bolo transformado em Ninho da Páscoa que consolou muitos dos nossos amigos.



Mas nem todos, porque este nome do “Melhor do Mundo” foi bem escolhido para a acção de marketing mas por vezes também surpreende pela negativa.  
A receita que publico aqui, deixa o bolo mais claro do que aquele que é vendido com a marca conhecida. Talvez por ser a receita do bolo francês denominado Concorde que não teve o mesmo êxito embora, segundo dizem, tenha sido onde se baseou o bolo português que já é conhecido em muitas partes do Mundo.
Mas aqui em casa, todos gostamos muito, tanto da versão original como da sua evolução.
E agora vamos continuar com as nossas actividades, esperando que em breve possamos regressar para publicar alguns textos guardados na gaveta à espera de verem a luz do dia.
Um grande abraço para todos os nossos amigos e obrigada pela preocupação com a nossa falta de notícias.

2011-10-13

Regressámos com tamarindos

Podíamos dar início a este texto explicando as várias razões que nos levaram a abandonar a nossa escrita mais ou menos habitual.  Mas, não querendo aborrecê-los com todas essas explicações, limitamo-nos a dizer que depois desta tão prolongada ausência, regressamos cheios de vontade de continuar com o blogue mais activo.

Resolvemos começar devagarinho e por isso vamos contar-vos a nossa experiência com os tamarindos que comprámos há tempos num supermercado.

O problema é que não sabíamos para que é que serviam e como é que se preparavam  e por isso tivemos que recorrer à pesquisa na Internet.

Embora lhe chamem fruto, trata-se de uma leguminosa originária da África Equatorial e muito cultivada na Índia.

O tamarindeiro é uma árvore que pode atingir a altura de 25 metros e, para se desenvolver bem, precisa de um clima tropical húmido, de temperaturas a rondar os 25º, não suportando o frio.

A madeira do tronco é bastante forte e resistente e por isso óptima para o fabrico de mobiliário, brinquedos e também para fazer carvão vegetal

As sementes depois de processadas são usadas como estabilizantes em sumos e nos alimentos industrializados. Entram também no fabrico de colas para pano e papel. Ao natural servem de forragem para animais domésticos. O óleo extraído delas é alimentício e de uso industrial.

Segundo a nossa pesquisa, retirámos os seguintes valores da polpa do fruto: açúcar (33%), ácido tartárico (11%), ácido acético, ácido cítrico.

Cem gramas de polpa contém 272 calorias, 54 mg de cálcio, 108 mg de fósforo, 1 mg de ferro, 7mg de Vit. A, 0,44 mg de Vit. B e 33 mg de Vit. C.

É também um poderoso laxante devido às suas fibras.

É usado como tempero no arroz, carnes e peixes, mas também na preparação de sorvetes, molhos, refrescos, xaropes, bolos, licores, etc.

É este o seu aspecto:


Como tínhamos pressa em provar o seu sabor, decidimos utilizá-lo numa bebida refrescante.

O tamarindo, para qualquer prato de culinária, precisa de ser demolhado e depois cozido. Por isso tivemos que o descascar e deixar a polpa em água durante a noite.


De manhã, quando os fomos espreitar, estavam muito mais inchados e cozemo-los num pouco de água.

 

E a partir daqui é que foi o trabalho mais aborrecido porque tivemos que tirar as fibras que não tínhamos tirado antes de o pôr de molho, depois retirar as sementes que estavam dentro da polpa…


… e por fim passar essa polpa, amolecida e meia desfeita de tanta manipulação, num passador fino.

Do meio quilo de tamarindos que tínhamos comprado, só conseguimos obter esta quantidade de polpa finalizada:

E depois foi só seguir as indicações:
Bater no liquidificador 250 ml de água gelada com 2 colheres de açúcar (pusemos só metade) e 2 colheres de polpa de tamarindo.

No final, embora a bebida fosse muito agradável, achámos que tinha sido trabalho a mais para tão pouco gozo.
Pode ser que num outro dia experimentemos a polpa de tamarindo mas numa outra receita.
Até lá, aqui fica o registo J

2010-01-19

Quebrar a monotonia

Estava a olhar para o peixe exposto e sem saber o que fazer para o jantar. Queria fazer um prato diferente, quebrar um pouco a minha rotina culinária e não me surgia ideia nenhuma.
Mas ao passar os olhos pelas trutas que embora fossem de viveiro tinham um aspecto muito fresco, decidi fazer trutas recheadas, coisa que não fazia há muitos anos.
Comprei as trutas, uma para cada pessoa, bacon fatiado, queijo de cabra, uma lata de leite de coco, amêndoas laminadas e mais umas coisas que estavam em falta na despensa.


Abri as trutas de alto a baixo pelo lado da barriga, dei um corte na espinha central junto à cabeça para assim conseguir retirá-la por inteiro.
Com a faca também foi fácil tirar as espinhas finas da barriga e depois foi só temperar com sal, pimenta e sumo de limão e deixá-las descansar.


Pouco depois, abri as trutas e coloquei em cima delas duas fatias da bacon e uma fatia de queijo de cabra, que no meu caso esfarelou mas que mesmo assim cumpriu o seu papel.
Seguiu-se o trabalho mais aborrecido que foi tentar fechar as trutas mas, como a pele deste peixe é um pouco dura, tive que fazer primeiro os furinhos com o bico de uma faca para depois conseguir “costurar” a barriga com palitos.



Passei-as por um pouco de farinha e dei-lhes uma fritura muito ligeira, mergulhando por pouco tempo no óleo a ferver e a seguir foram ao forno num tabuleiro com pedaços de manteiga, um fio de azeite e um pouco de vinho branco.

Não foram precisos muitos minutos no forno, uma vez que já tinham o trabalho adiantado, mas aproveitei esse tempo para preparar um arroz branco diferente:
Pus um tachinho com azeite e 2 dentes de alho ao lume e quando estes começaram a frigir juntei o arroz para passar nesse azeite. Depois de umas voltas, juntei o conteúdo de uma lata de leite de coco, sal e a água necessária para acabar de cozer.

Nesse intervalo, ralei uma beterraba que temperei com um dente de alho picado finamente, um pouco de sal e um fio de azeite para lhe esconder o característico sabor a terra que nem toda a gente aprecia e alourei as amêndoas num pouco de manteiga.

No final pus uma truta em cada prato, um montinho de arroz de coco, outro de beterraba ralada e por cima de tudo as amêndoas torradas.

Ficou uma delícia apreciada por todos, especialmente o facto de poderem comer sem encontrar espinhas.

Por pouco não conseguia uma foto com a apresentação final :)

2009-01-06

Presente de Natal atrasado

Em primeiro lugar pretendemos esclarecer a razão deste nosso afastamento durante uma época em que todos se procuram e dão sinais de vida nem que seja só uma vez no ano.
Desta vez tivemos uma visita inesperada do conhecido vírus A, subtipo H3N2 devidamente identificado e que simpaticamente ficou connosco, mais propriamente comigo, de uma forma pacata, oferecendo-me apenas uma febre alta e dores no corpo que me levaram à cama mas apenas por 2 dias. Permitiu que cumprimentasse o Pai Natal, que não se esquece de nos visitar anualmente, mas pouco mais me deixou fazer.
No dia de Natal o nosso amigo vírus resolveu fazer as malas e partiu aproveitando a boleia de outro corpo. Como prémio de consolação deixou-me uma tosse cavernosa e uma fadiga imensa, das quais ainda não consegui recuperar.
Por isso a falta de textos e de fotos, o que muito nos incomodou porque era nossa intenção deixarmos aqui a receita das Fatias da China para a Festa de Natal ou Passagem de Ano, como tínhamos prometido há tempos a uma amiga nossa.
Mas não desistimos da ideia e por isso aqui vai ela que podem experimentar na Festa dos Reis ou até mesmo naquelas pequenas festas que por vezes oferecemos a nós próprios.
As Fatias são facílimas de fazer e impressionam sempre os amigos pelo seu aspecto tão bonito.
Primeiro batem-se muito bem 12 gemas de ovos até ficarem espumosas e depois deitam-se num tacho muito bem untado e cozem-se em banho-maria.





Como podem ver na foto acima, nós colocamos as gemas num tacho de forma a caber num outro que contém água que fica a ferver até ao completo cozimento das gemas. Se tiver dúvidas, espete com o palito como faz normalmente com os bolos.
Depois de bem cozidas, desenforme, corte em fatias pequenas e ponha numa taça de ir à mesa.
A seguir faça uma calda com meio quilo de açúcar em meio litro de água, deixe ferver sem fazer ponto e cubra as fatias com ela. Normalmente fazemos na véspera para as fatias ficarem bem embebidas com o doce da calda
Vão ficar com este aspecto:



Para não se tornarem muito enjoativas convém depois fazer um acompanhamento que pode ser como esta nossa sugestão:
Num tachinho ponha tiras muito fininhas de casca de laranja sem o branco e ferva com um pouco de açúcar, água e sumo das laranjas por uns minutos mas sem deixar fazer ponto.
Noutra taça de ir á mesa, ponha laranjas descascadas e cortadas em pedaços finos e deite por cima a calda com as tirinhas de casca fervidas à qual deve juntar um cálice de Licor Beirão.
No momento de servir retiram-se umas fatias para uma tacinha individual e regam-se com o molho feito com as casquinhas de laranja
Digam-nos lá se para já não é um encanto para os olhos :))))))))

Um Bom Ano Novo para todos!



2008-07-31

A festa dos sabores

Este ano semeámos uma qualidade diferente de feijão-verde. É aquele feijão de vagem redonda que vemos em certas misturas de legumes congelados. Não esperavamos que essas vagens crescessem tanto, mais de meio-metro de comprido, dando grande satisfação no momento da colheita. O paladar também é diferente do nosso feijão verde, tendo um gosto mais suave.

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Fizemos uma salada belíssima depois de o cozermos já cortado, juntando a rodelas de ovo cozido, tomate fresco e maduro, cebola às rodas, alho picadinho, enfeitado com azeitonas galegas, temperado de azeite e polvilhado com orégãos.

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Mais tarde resolvemos apresentar à mesa um prato de courgettes cruas e ainda repetir a experiência da fritura das flores de abóbora.

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As cougettes escolhidas devem ser das pequenas e macias. São apenas lavadas e depois cortadas às rodelas finas, quase transparentes e temperadas com azeite, sal, pimenta, raspa e sumo de limão. Há quem polvilhe com folhas picadas de mangericão, mas nem toda a gente aprecia este tipo de perfume na comida
Para quem não tem horta nem ninguém conhecido que a tenha, vai ser difícil obter as flores de abóbora uma vez que não é costume vendê-las no mercado.
Usam-se apenas as flores macho já que as fêmeas são as que dão origem a novas abóboras e não interessa prejudicar a produção. É fácil reconhecê-las porque as flores fêmea têm logo de início a aboborinha ligada a si..

Depois de lavadas, abrimo-las e retirámos o pistilo, o centro onde está o pólen e o néctar.

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Preparámos então o polme com farinha de trigo, um pouco de maizena, uma colherzinha de fermento, um salpico de sal fino, tudo desfeito com água gelada. Não ficou muito espesso, nem muito líquido, apenas o suficiente para pintar de branco a ponta dos dedos.
Depois de bem molhadas neste polme, metemo-las, uma a uma na fritadeira eléctrica a 160º apenas a dourarem. Desta vez ficaram bem durinhas e crocantes.

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Um prazer para a vista e para o paladar.
Bom proveito!

2008-04-29

Bolo-Rei é quando a gente quiser

Já andava há uns dias com desejos de comer um bocado de bolo-rei. Mas nesta altura do ano é difícil de se encontrar.
Os desejos eram tantos que me atrevi a tentar fazer um bolo-rei, logo de manhãzinha, seguindo uma receita da minha mãe.
Como não tinha fermento de padeiro não pude fazer o preparado que consiste em amassar bem 100 gr de farinha com 60 gr de fermento de padeiro e juntar 1 dl de leite amornado. Depois fazer uma bola e deixar levedar.

Por isso comecei mais adiante juntando 800 gr de farinha com 225 de margarina, 225 de açúcar, a raspa da casca de uma laranja e comecei a amassar com firmeza. Seria a altura de juntar a tal bola feita com farinha, fermento e leite, mas como não a pude fazer, juntei o conteúdo de um pacotinho de fermento instantâneo. À falta de Brandy juntei um cálice de Porto e 6 ovos um a um.


Amassei com muita energia a massa, batendo-a vivamente sobre a mesa e cortando-a com as mãos até a sentir fofa, envolvendo-a de vez em quando com um pouco de farinha polvilhada na superfície.
Depois juntei á massa as frutas cristalizadas partidas aos bocadinhos, nozes e pinhões. Faltaram-me as passas


Amassei tudo muito bem, formei uma bola que pus a levedar dentro de um alguidar coberto com um pano num ambiente aquecido.



Esperei mais de 2 horas e não levedou quase nada. Quer dizer que ficou mais ou menos do mesmo tamanho o que me deixou muitas dúvidas sobre a eficácia do fermento instântaneo.
Despejei a massa na mesa e moldei o bolo rei. Fiz dois porque a massa era mais que suficiente e ficaram mais duas horas a levedar.
Como já estava a desconfiar, também não cresceram.
Pincelei com gema de ovo e comecei a decorá-los com frutas cristalizadas, mais as nozes e pinhões, pondo também 4 montinhos de açúcar branco para ficar mais bonito e foram a cozer no forno com temperatura média por 25 minutos.



Depois de estarem cozidos pincelei-os com mel sobre as frutas para lhes dar brilho, uma vez que não tinha geleia e o resultado final foi este:



Assim meio aldrabado, não estava tão fofo como é costume mas estava uma delícia e valeu bem a pena ter esperado tanto tempo até à fase final.

Acompanhado com chá de framboesa serviu para um belíssimo lanche numa destas tardes frias e chuvosas de Abril.

2007-10-22

Quando os homens da ciência também falam de compotas…

Há umas semanas atrás, recebemos um mail de um senhor chamado Mário Portugal que explicou ter-nos conhecido através do post de Março deste ano onde falamos do cientista Bettencourt Faria... e que era seu irmão.
As grandes surpresas da blogosfera !
A partir desse momento iniciou-se uma troca diária de mails.
O Mário é uma pessoa extremamente delicada e generosa, fazendo parte da grande família de radioamadores. Tem um saber imenso sobre múltiplos assuntos relacionados com a ciência. Uma curiosidade desmedida sobre o funcionamento de tudo o que é novo. Um gosto enorme pela vida e uma alegria que transpira em tudo o que escreve Os seus mails lêem-se e relêem-se absorvendo todas as informações e memórias que ele adora partilhar.
Entre tanta informação variadíssima, fomos surpreendidos pela gentileza do envio de uma receita ainda manuscrita pela sua falecida mulher.
Em sua homenagem demos-lhe o nome de “Doce de Figo da D. Alice”
Como a nossa figueira ainda tinha uns figos meio maduros, resolvemos experimentar a receita de imediato. É facílima de fazer e posso garantir-lhes que é um doce de comer e chorar por mais. Para os interessados (e estamos a pensar no Luciano) aqui segue a receita.

Primeiro lavam-se os figos e depois faz-se em cada um, 2 ou 3 furinhos com um palito.
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A seguir pesam-se e põem-se num tacho, juntando igual peso em açúcar. Cobrem-se com água e deixa-se ficar a descansar de um dia para o outro.
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No dia seguinte põe-se o tacho ao lume e vai-se deixando ferver lentamente mexendo com cuidado por uma hora ou mais
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de forma a ficar um caramelo não muito espesso.
Se por acaso engrossar demasiado, como nos aconteceu, junte um pouco de água com precaução porque vai espirrar pela certa.
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Depois de pronto é só deixar arrefecer e pôr em frascos de boca larga
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Comem-se assim inteirinhos e bem regados de caramelo.
Se ainda têm alguns figos maduros ou meio maduros nas vossas figueiras, não hesitem e experimentem. Depois agradeçam esta partilha ao cientista Mário Portugal :))

2007-08-15

Agosto e o ruibarbo

O facto de termos a casa cheia de gente, a criançada barulhenta e traquinas, os serões com montes de histórias para ouvir e contar, a permanência mais longa na cozinha experimentando pitéus, pratos novos, doces diversos no meio de risadas que se soltam daqui e dali, faz com que o mês de Agosto seja sempre muito divertido e enriquecedor com tanta experiência nova.

Enquanto pensamos se devemos fazer um post sobre a festa do pepino, vamos explicar-vos como se faz um doce rápido de ruibarbo. Não há pesos nem medidas.. é tudo feito “a olho”.,

Primeiro a apresentação da planta de ruibarbo com as suas grandes folhas no centro da foto
 
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Escolheram-se as folhas com melhores caules
 
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Depois descascaram-se os talos
 
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Aproveitou-se o momento para se dar a provar aos mais pequenos que parece não terem ficado grandes clientes desta fase
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A seguir partiram-se em pedaços e deitou-se açúcar (passe a publicidade)…
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… um pequeno gole de água…
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… e deixou-se ferver. Os pedaços de ruibarbo foram deitando mais líquido e desfazendo-se aos poucos.
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No final ficou com este aspecto
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E já havia gulosos apressados para molhar o pão no doce
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Atenção que o tipo de confecção descrito aqui não é o de um doce para ser guardado muito tempo. A intenção é a de ser comido na altura, quentinho ou frio conforme o gosto. Mas pode-se guardar no frigorífico por algumas semanas. Espero que gostem porque tem um leve toque de acidez que é uma delícia. Os nossos agradecimentos à Lieve por nos ter preparado um lanche diferente com sabor e aroma aos campos da Bélgica.