2006-08-02

Afinal, era uma cólica?


A manhã surgiu revelando um volume estendido no pasto. Uma visão sempre inquietante quando se trata da Joaninha deitada sem ser para se espojar e enxotar as moscas. Ela que nunca se deita, nem sequer para dormir, fazendo-o de pé.
Aproximei-me e acenei-lhe exageradamente, teatralmente, na esperança que se assustasse e se erguesse. Acenos desperdiçados. Liguei para o veterinário que a tem acompanhado e que presta serviço durante 24 horas. Desta vez a hora não seria concordante com nenhuma destas 24 e por isso fui sempre parar à gravação. Tentei não me enervar e entreti-me a tratar das galinhas, das fracas e dos gansos, fui dar uma vista de olhos ao casal juvenil de patos bravos que me ofereceram hoje, enquanto ia pensando na situação... é certo que ela está prenha de 5 meses e isso pode dar-lhe algum desconforto. Também não estava a rebolar pelo chão como quando tem as dores fortes abdominais. Podia ser algum mal-estar devido ao seu estado. Tentei novamente falar com o veterinário e nada. Tirei a galinha choca de cima dos ovos para comer ao mesmo tempo que os outros. A Joaninha levantou-se e descarregou um enorme monte de fezes que caíu com estrondo no chão. Depois deu uns passos e estacou a olhar para mim, curiosa. A seguir foi até à manjedoura, olhou o feno e pôs-se a comer tranquilamente. Fiquei mais descansada. Se era uma cólica....passou!

5 comentários:

Maria Diegues disse...

Talvez tenhas razão deve ter sido uma cólica ou talvez estivesse cansada, afinal está prenha e deve ter sintomas como nós.
Estou desejosa que chegue a hora de vêr as crias.
Estou a escrever com muita atenção para não sair nenhuma brasileirice, está bem amiga?
Beijo.

Ana Ramon disse...

Não são propriamente as brasileirices que me assustam. Mas há que confiar. Quanto à Joaninha, se tudo correr bem só deve ter uma cria como é normal mas estamos todos ansiosos. Há dias soube que não lhe posso pôr um nome qualquer. Agora há regras sobre isso e os nomes escolhem-se com a obrigatoriedade de começar com uma determinada letra, a letra do ano que para 2007 ainda não sei qual é.

Anónimo disse...

Sempre descrevendo o bucólico com um humor refinado.....:::)))))
O descritivo das coisas mais comuns transformam-se em peças literárias....
Já pensou escrever ??????? e publicar esses recortes de uma observadora atenta do quotidiano????
Sou desde já comprador .....::::)))

Ana Ramon disse...

Olá Augusto. Fico satisfeita por ter já um comprador para o meu hipotético livro. Nem toda a gente tem a sorte de ter um amigo tão confiante. Entretanto conto que me faculte algumas das suas belas fotos para publicar neste blog (quando descobrir a maneira de expor trabalhos dos amigos)

António Neves da Silva disse...

Olá e bom dia!
Não vim aqui de propósito.
Mais interessante se tornou quando cheguei... gostei do passeio e do perfume descrito da vida e do mito...
Entretanto vou tendo umas ideias...
Obrigado pelo estímulo. Beijinhos