Andava aqui ás voltas sem saber como começar este texto. Queria homenagear alguém que não conhecendo pessoalmente considero um grande amigo, o Augusto Mota.
O acaso fez com que nos cruzássemos na blogosfera quando encontrei no “Pilriteiro” resposta a muitas questões que me andavam a preocupar, relacionadas com a jardinagem, com a agricultura, com o ambiente em geral.
A amizade foi-se instalando e durante esta simpática ligação fui conhecendo a qualidade artística dos seus “textos transversais” publicados no blog “Palácio das Varandas”, mas também o caderno de prosa intitulado “quadriculado”, editado em 1959 e o livro “Sujeito Indeterminado” publicado em 2005, composto por pequenos textos num encantador jogo de palavras:
“Em noites de lua cheia enfunava as velas da fantasia e navegava solitário sobre as searas da solidão. A caminho do cabo da boa esperança”
O acaso fez com que nos cruzássemos na blogosfera quando encontrei no “Pilriteiro” resposta a muitas questões que me andavam a preocupar, relacionadas com a jardinagem, com a agricultura, com o ambiente em geral.
A amizade foi-se instalando e durante esta simpática ligação fui conhecendo a qualidade artística dos seus “textos transversais” publicados no blog “Palácio das Varandas”, mas também o caderno de prosa intitulado “quadriculado”, editado em 1959 e o livro “Sujeito Indeterminado” publicado em 2005, composto por pequenos textos num encantador jogo de palavras:
“Em noites de lua cheia enfunava as velas da fantasia e navegava solitário sobre as searas da solidão. A caminho do cabo da boa esperança”
A par da escrita também o desenho, a pintura, o mosaico, autor de diversas ilustrações em livros de poesia, cenógrafo em grupos amadores de teatro, vencedor de 3 primeiros prémios com o seu filme “Variações sobre o mesmo traço”, participou em várias colectivas. Em 1988 recebe da Câmara Municipal de Leiria o galardão do município "pela sua valiosa e multifacetada obra artística e cultural”
Entretanto a Gradiva reeditou há poucas semanas 500 exemplares do álbum de banda desenhada “Wanya - Escala em Orongo” com texto de Augusto Mota e desenho de Nelson Dias, falecido em 1993.
Editado pela primeira vez em Dezembro de 1973 pela Assírio & Alvim com uma tiragem de 5.000 exemplares que viria a esgotar-se rapidamente, acabou por entrar na lista dos livros considerados perigosos pelo anterior regime, situação que ficou resolvida com o 25 de Abril, quatro meses mais tarde.
Segundo Rui Zink trata-se de “um livro-poema generoso, engenhoso e complexo, a obra "Wanya - escala em Orongo" foi inovadora ainda na temática, cruzando ficção científica e o fantástico com uma mensagem de libertação social do Homem.”
Fiz a encomenda pela Internet e neste momento já estou na posse do álbum para o poder ler calmamente, não esquecendo o momento político em que foi escrito... há 35 anos atrás.
Entretanto a Gradiva reeditou há poucas semanas 500 exemplares do álbum de banda desenhada “Wanya - Escala em Orongo” com texto de Augusto Mota e desenho de Nelson Dias, falecido em 1993.
Editado pela primeira vez em Dezembro de 1973 pela Assírio & Alvim com uma tiragem de 5.000 exemplares que viria a esgotar-se rapidamente, acabou por entrar na lista dos livros considerados perigosos pelo anterior regime, situação que ficou resolvida com o 25 de Abril, quatro meses mais tarde.
Segundo Rui Zink trata-se de “um livro-poema generoso, engenhoso e complexo, a obra "Wanya - escala em Orongo" foi inovadora ainda na temática, cruzando ficção científica e o fantástico com uma mensagem de libertação social do Homem.”
Fiz a encomenda pela Internet e neste momento já estou na posse do álbum para o poder ler calmamente, não esquecendo o momento político em que foi escrito... há 35 anos atrás.

