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2015-10-26

Entendendo as Ervas Daninhas


Como é possível já ter passado tanto tempo e não termos conseguido vir até aqui para publicar o andamento das nossas experiência, as nossas alegrias, as nossas tristezas, partilhando convosco o nosso estado de espírito.

O certo é que não viemos mesmo, mas, agora com a mudança da hora e a entrada do Outono, parece que vamos arranjar tempo para vir, de vez em quando, tentar pôr a nossa escrita em dia e consultar também os blogues dos nossos amigos, infelizmente muitos deles fechados, tal é o tempo que o facebook rouba a todos.

Mas o mais curioso é que viemos até aqui, sem assunto preparado, e por isso parámos à porta a dar voltas ao miolo...

Felizmente alguém se lembrou de um video magnífico que em poucos minutos nos fez mudar a atitude contra as ervas daninhas. E é o endereço desse video que vamos deixar aqui para todos verem e perceberem de como a Natureza é realmente fantástica em todos os seus pormenores:
 
 
Até breve

2009-09-15

No fim do verão

Os amigos que mais nos frequentam sabem que o Verão é sempre o período em que menos possibilidades temos de vir até aqui.
Não tivemos tempo de preparar texto nenhum e por isso vamos apenas publicar algumas fotos e fazer alguns comentários sobre animais, plantas e passeios.
A Camila foi esterilizada no mês de Julho, quando fez os 7 meses. Temos tido o cuidado de mandar esterilizar as nossas 4 fêmeas para evitar as lutas quase de morte entre os machos, evitar possíveis descuidos que dêem origem a ninhadas quando não temos hipótese de ficar com as crias e por termos horror de as dar a pessoas que não sabemos se cuidarão delas da mesma forma que cuidamos dos nossos animais, e por sabermos que as cadelas não ficam entristecidas ou amorfas por terem sofrido essa cirurgia. As fêmeas ficam muito ansiosas quando sentem o cio e não conseguem cumprir o chamamento da Natureza. Não o sentindo, ficam calmas e brincalhonas.

Nesta foto vemo-la dentro de casa para ser mais seguida durante a convalescença, vestida com uma t-shirt para proteger o penso (uma vez que não é prático andar com o funil de plástico a embater nos móveis) e sorridente por ter descoberto uma peúga do dono. Está enorme, cheia de força e com uma cabeça de totó o que a leva a só fazer disparates. Um deles foi ter rasgado a pele da pobre Nanã durante uma luta a brincar em que esta tentava ensinar a outra a ser uma boa lutadora. Por ser ainda uma cachorra sem noção do peso e da força que tem, a brincadeira acabou neste resultado, sendo necessária uma intervenção cirúrgica com anestesia geral

Mas felizmente já está boa, continua a sentir que tem obrigação de ensinar a cachorrinha (já que nenhuma das outras fêmeas o faz) e as lutas a brincar continuam, agora com algum cuidado de parte a parte e perante os nossos olhares assustados.
Ainda não tivemos férias mas quando nos parece que o tempo está menos propício a incêndios, damos uma volta mais ou menos aqui por perto. Foi assim que visitámos no dia 23 de Agosto uma pacata aldeia chamada de Urgueira, na Serra do Caramulo, pertencente ao concelho de Águeda, para assistirmos à reconstituição do milagre que deu fama ao local. Segundo nos contaram na própria festa, tudo teve início no séc. XIX, quando um homem daquela terra fez uma promessa à Nossa Senhora da Guia de que mandaria construir um forno onde coubesse uma fornada de pão para toda a gente que dele se abeirasse, assim como uma pequena capela para se venerar a mesma santa, caso regressasse a Portugal depois de ter tido algum sucesso por terras do Brasil onde ia tentar a sua sorte. Como a vida lhe correu bem naquelas terras distantes, mandou construir um forno comunitário e também a ermida. O forno passou a ser utilizado por todos, ardendo por 7 dias e 7 noites para se manter bem quente.

Um dia em que estava a passar a procissão, um velhinho descalço aproximou-se e tirou um cravo do andor, segurou-o com os dentes e entrou no forno afastando as brasas e colocando seu pão a cozer. Saiu depois sem sinais de queimadura e com a flor fresca na boca. As pessoas que iam na procissão ajoelharam-se e rezaram perante tal milagre. Este cena deu origem a uma romaria anual, para verem a repetição da cena até ao momento em que o velhinho deixou de aparecer.
A Associação Etnográfica Os Serranos resolveu revitalizar esta romaria no 3º. domingo de Agosto, a partir de 1996.
Todos os anos põem o forno a aquecer durante 3 dias para estar pronto para a cozedura.
Fazem uma série de fornadas de pão pequeno que são comprados pelos visitantes que gostam de levar um pão milagreiro que afasta os maus olhados e nunca cria bolor.

Depois o momento mais esperado é a cozedura de uma broa que leva 50 quilos de farinha para ser distribuída pelos romeiros, seguido da repetição do “milagre” (sem foto) em que entra um voluntário dentro do forno que deve estar entre os 200 e os 300 graus, para colocar o pão a cozer, com um cravo na boca, vestido com um trajo serrano de borel e com um gorro para proteger o cabelo e as orelhas.

Julgamos que devem praticar muito para saberem controlar uma respiração muito superficial, conseguindo ajustar a flor de forma a proteger as narinas e movimentando-se de cócoras para evitar a camada de ar mais quente. Mas mesmo com todos estes cuidados, é sempre muito impressionante e perigoso.

Da parte da tarde juntam-se vários ranchos folclóricos que actuam sem palco e sem sistema de amplificação, com participação espontânea do público. Os visitantes comem, bebem, dançam e cantam durante toda a tarde. As comidas são tradicionais e não se vêem roulotes de churros e sandes.


Vê-se muita gente vestida com trajos tradicionais o que dá um colorido muito bonito à festa. E é curioso depois de andar pelo meio de centenas e centenas de pessoas, saber que aquela aldeia tem apenas 12 habitantes. Ao pôr-do-sol juntam-se perto do forno todos os ranchos que participaram na festa cantando “É tão linda a minha terra” acompanhados por centenas de vozes que comovidas sentem necessidade de participar num momento tão bonito. Fica aqui a dica para um passeio para o próximo ano em que resolvam viajar para fora… cá dentro.

O Tobias, o faisão prateado, foi viver para a capoeira de um vizinho. Era completamente impossível mantê-lo connosco depois de me ter atacado com as patas, ferindo-me o rosto muito perto do olho esquerdo. Comecei a ter medo de lhe pôr comida e água e por isso resolvemos dá-lo a alguém que o estimasse mesmo com aquele mau-feitio.



Miguel, o robot, fez o seu trabalho assustando os corvos e evitando assim a praga responsável por colheitas muito desfalcadas.

O Milhas andou uns tempos mais calmo, voando pacatamente com a companheira e o filhote. Ultimamente não os temos visto e não sabemos se já estarão de partida para o norte de África.

Quando observamos o estranho comportamento da Mimosa Púdica, ficamos a pensar que sendo as plantas seres vivos, há umas que são “mais vivas” do que outras. Apresentamos um pequeno vídeo para aqueles amigos que não conhecem a reacção desta planta ao toque. Não se preocupem porque torna a ficar normal depois de breves minutos




E para terminarmos este post, vamos falar de umas estranhas salinas.
Ao visitarmos um amigo que vive perto de Rio Maior, este levou-nos a conhecer as salinas de que nunca tínhamos ouvido falar mas que já havia referência à sua existência em documentos no séc. XII
Esta água vem do fundo de uma mina de sal-gema (97,94 de cloreto de sódio) por onde passa um lençol de água doce que acaba por dissolver este sal tornando-se salgado (segundo os entendidos, sete vezes mais do que a água do mar) e brotando de uma nascente que enche o poço 9 metros de profundidade das Marinhas do Sal. Até há bem pouco tempo esta água era retirada por picotas, sendo hoje por motores eléctricos e depois distribuída pelos característicos compartimentos ao ar livre que todos conhecemos e que se chamam de “talhos”.
Para finalizar o processo de secagem, o sal fica uns tempos espalhado em eiras sendo depois transportado para umas curiosas casa de madeira onde fica armazenado e é vendido.
Deixamos aqui uma sucessão de fotos, que falam melhor que nós, retiradas do site http://www.guiadacidade.pt
Marinhas de Sal de Rio Maior «Guia da Cidade» Locais - Santarém - Região de Lisboa

Em breve voltaremos com mais notícias deste canto

2007-04-25

A voluptuosidade da dama-da-noite

O Cestrum nocturnum, mais conhecido por dama-da-noite é um arbusto que pode atingir os 4 metros, com ramos sinuosos e pendentes e umas modestas florzinhas ligeiramente campanuladas de cor branco-esverdeado formando pequenos cachos. A modéstia das flores é apenas aparente porque ao fechar a tarde e durante toda a noite, as florzinhas abrem e deixam sair um perfume doce e muito intenso.
Conhecemos esta planta há muitos anos, numas férias passadas em Altura-Algarve no jardim da moradia que alugámos. De dia não se dava por ela, mas quando começava a noite, o aroma entrava sorrateiramente pela janela aberta do quarto onde dormíamos e quando nos apercebíamos já estávamos envoltos num perfume denso que nos despertava do sono e da moleza do corpo.
A proprietária da casa ofereceu-nos várias estacas e uma delas desenvolveu-se no nosso pequeno jardim de S. Pedro do Estoril. Cresceu imenso e era sempre com um enorme prazer que sentíamos o seu perfume avançar lentamente, invadindo todo o espaço envolvente nas quentes noites de verão
Mais tarde espetei várias estacas aqui na quinta mas sem nenhum sucesso.
No Verão passado ao vê-la num horto algarvio, trouxe-a envasada. com este ar saudável e com as flores abertas revelando imediatamente que o dia tinha chegado ao fim.
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Manteve-se assim bonita até chegar o Inverno. Mas o frio atingiu valores tais nesta zona que a pobrezinha preparada para os climas tropicais de onde é originária, acabou por “melar” - ainda que recolhida - e ficou entre a vida e a morte. Agora está a dar sinais de querer recuperar.
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Muito recentemente é que soubemos que não aguenta temperaturas inferiores a 5º e neste Inverno descemos muito abaixo dos 0º. Teremos que pensar numa forma de a proteger futuramente.
O facto de só libertar o perfume à noite, não é por se preocupar em criar ambientes sensuais nos quartos de cada um, mas sim para atrair os seus insectos polinizadores que por sinal são nocturnos.
Há muitas pessoas que não apreciam o aroma forte e doce da dama-da-noite, provocando-lhes até dores de cabeça. Felizmente não é o nosso caso.
As folhas secas em infusão são usadas para combater a epilepsia mas é preciso ter muito cuidado porque é uma planta altamente tóxica, podendo provocar náuseas, vómitos, alucinações, distúrbios do comportamento, etc
O óleo essencial extraído das suas flores é usado para manter o vigor sexual.
Fizemos uma série de pesquisas ao lermos algures que os antigos costumavam ofertar a dama-da-noite nas homenagens a Vénus mas não conseguimos obter mais informações sobre o assunto.
A palavra perfume deriva do latim “per fumum” que significa “pelo fumo” ou “através do fumo”.
O perfumar seria um acto religioso em que através da combustão de madeiras e de plantas odoríferas, os pedidos e orações subiriam com o fumo até à morada dos deuses.
Mais tarde alguns aromas serviriam para purificar, afastando os demónios e só muito mais tarde é que foram usados de uma forma profana como meio de sedução ou de embelezamento.
Achámos este tema de tal maneira interessante que em breve voltaremos a ele para falarmos sobre os vários processos de recolha de substâncias odoríferas, suas aplicações e a preferência de determinados aromas no evoluir da História.

2006-11-02

A estrela dos lagos

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Hoje tivemos o prazer de sermos orientados pelo prof. Jorge Paiva numa visita ao Jardim Botânico de Coimbra, uma divulgação feita pelos responsáveis do site Dias-com-Árvores correspondendo ao convite feito pelo prof. Mário Tomé.
O entusiasmo do prof. Paiva contagiou o grupo que pôde ver atentamente todas as raridades do jardim como a Erythrina crista-galli, Cryptomeria japónica, Cunninghamia sinensis, a colecção de Eucalyptus, a Ginkgo biloba, a sequóia gigante da Califórnia, as várias palmeiras, a figueira da Austrália, os plátanos, choupos, ulmeiros, as cores que começam a pintar o Acer japonicum, o Liquidambar sytraciflua, o ambiente de penumbra poética criado pelo magnifico bambuzal de grande porte de Phyllostachys bambusoides e ainda com uma visita final ao Museu Botânico.
Mas como decidimos falar apenas de uma planta, escolhemos por unanimidade a Victoria amazonica ou Victoria régia. É uma planta aquática flutuante, pertencente à família das Nymphaeacea, originária da zona equatorial da América do Sul.
As suas folhas que parecem bandejas redondas podem atingir os 2m de diâmetro. Possui nervuras na sua parte inferior, ajudando-a a flutuar, tendo uma borda de 5 a 10cm que evita a entrada da água que poderia provocar o seu apodrecimento. Para evitar encher-se com a água das chuvas, possui um canal a meio da folha que orienta a água até 2 fendas que tem na borda. Possui também uma série de espinhos na parte inferior da folha para evitar assim os predadores, como os peixes e crocodilos.
Agora o curioso é termos podido ver uma das suas flores aberta. É que ela fora do seu ambiente natural só floresce uma vez por ano e a flor só dura 48 horas.
A flor é branca abre a meio da tarde até à manhã seguinte, exalando um perfume que atrai os besouros polinizadores. Depois fecha aprisionando os insectos que só tornam a sair a meio da tarde desse dia quando ela tornar a abrir com uma cor rósea e já devidamente polinizada. No terceiro dia adquire uma cor mais escura, a flor fecha, mergulha e o fruto amadurece na água, cerca de seis semanas depois da floração.
Existe uma história lindíssima entre os índios da Amazónia que explica o aparecimento da Victoria amazonica. Conta a lenda que uma índia chamada Naiá apaixonou-se por Jaci, a lua. Acreditava que Jaci em noites de lua cheia, descia à terra procurando uma virgem, transformando-a depois em estrela para lhe fazer companhia. Naiá queria a todo o custo tornar-se também numa estrela para brilhar ao lado de Jaci.
Atraídos pela sua beleza, os homens tentavam cortejá-la na esperança de virem a ser escolhidos. Naiá a todos recusava apenas preocupada em ser escolhida por Jaci. Passava as noites sentada mirando a lua e quando amanhecia, corria no sentido oposto ao sol para tentar alcançá-la. Mas uma noite, exausta, acabou por adormecer à beira de um lago. Quando acordou, exultou de felicidade ao ver a lua reflectida e julgando ser o momento tão esperado, mergulhou nas águas profundas acabando por se afogar.
Jaci, ao ver o sacrifício de Naiá, resolveu fazer-lhe a vontade e transformá-la numa estrela, mas uma estrela dos lagos: a bela Victoria régia, abrindo as suas pétalas ao luar para finalmente reflectir a luz de Jaci. Posted by Picasa

2006-10-09

Bolinhos de alfazema?


Cá estamos de novo depois de um atarefado fim de semana prolongado festejando o aniversário da nora e com a casa cheia da alegria dos netos. Foi uma excitação abrirmos o ninho de vespas gigantes (entretanto afogadas) que todos os miúdos quiseram fotografar dando livre curso à sua veia artística (e que vai ter direito a um post alargado quando tivermos mais informações)
Hoje de manhã estivemos finalmente a cuidar da sebe de alfazemas que abanava as hastes secas frente aos nossos olhos, desiludida com o nosso desleixo. Tinhamos muitas dúvidas se deveriamos podá-la fora de tempo ou se seria preferível deixá-la como está e esperar por Abril. A decisão final foi de não a podarmos mas cortarmos apenas as hastes feias dando-lhe um aspecto mais arranjado. A foto mostra o nosso trabalho quase concluído.
A alfazema gosta que lhe façam duas podas por ano: uma em Abril e outra em Julho depois da floração ou durante a mesma. Não se deve ter medo de cortar muito curto. Se a planta ficar entregue a ela mesma, vai-se desguarnecendo aos poucos a partir da base e quase deixa de florir. No entanto durante a poda tem que se ter o cuidado de deixar um rebento verde, porque as alfazemas não conseguem rebentar a partir da madeira seca. Com cortes regulares obtém-se uma floração muito abundante.
Iamos também falar da variedade da nossa alfazema mas ficámos perdidos perante a lista enorme e as fotos muito idênticas às 2 florinhas que insistiam em fazer a sua aparição na sebe. Vimos fotos da lavandula augustifolia, vera, dentata, hidcote e por aí fora, numa lista quase interminável e desistimos de classificar a nossa. Pelo menos por enquanto. A maior parte dos autores consultados indicam a sua origem na bacia mediterrânica. Contém até 3% de óleo essencial perfumado. Há quem a queime lentamente para perfumar a casa, quem a ponha em saquinhos também para perfumar a roupa e afastar a traça, quem ponha o óleo nos vaporizadores para acalmar a tosse, as dores de cabeça e os disturbios nervosos, quem deite umas gotinhas na almofada para dormir melhor ou num lencinho para respirar melhor, serve para afugentar insectos se se esfregar o óleo na pele descoberta. Faz parte de quase todos os Pot-pourris.
Mas também se pode usar (e era este momento que estavamos à espera mal iniciámos o texto) na confecção de bolachinhas. Foi esta receita que encontrámos no livro: Plantas e Ervas Medicinais. E reza assim:
Aquecer o forno a 180º. Bata 150 gr de manteiga com 115 gr de açúcar até ficar em creme e em seguida junte 1 ovo e torne a mexer. Adicione 170 gr de farinha e flores de alfazema. Unte um tabuleiro e distribua colheres de massa. Leve ao forno durante 15 a 20 minutos até alourarem. Servem-se as bolachinhas decoradas com folhas e flores frescas de alfazema.
Se é bom? Não fazemos ideia. Ainda não experimentámos.

2006-08-01

Esperando as Luffas

Hoje de tarde dei uma volta pela horta que faz a curiosidade e a inveja dos vizinhos que não conhecem algumas das plantas que cultivo: as espargueiras, as beringelas, as couves de Bruxelas, as couves rábanos, as courgettes, as endívias... (agora também ando um bocado invejosa por me terem falado na phisalis que nunca cultivei e nem conheço o sabor)
O meu interesse maior foi dedicado às plantinhas da abóbora Luffa que estão a crescer alegremente, agarrando-se às hastes secas que espetei na terra para esse efeito. As flores são bonitas, amarelas e já está pendurada uma aboborinha pequena tentando fazer pela vida. São memórias de infância em que a minha mãe esfregava as panelas e o nosso corpo arrancando o lixo e a pele com umas esponjas em forma de pepinos que ela cultivava no nosso pequeno quintal.
Um dia ao mexer nos pacotes de uma casa de sementes em Lisboa, encontrei as tais pevides que semeei com muito carinho e expectativa. E parece que se vão dando bem, trepando com um aspecto saudável. Quando tiver a máquina de fotografar arranjada, deixo aqui uma foto para apresentá-las a quem não as conhece.