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2011-12-01

Um Verão em fotos

O Verão já terminou e ficaram as boas e más lembranças de um período tão agitado como foi o deste ano.
Recebemos amigos e familiares que partilharam connosco muitos momentos bonitos.
Mostrámos a nossa represa preferida, que fica no Teixo ...


... e onde estivemos a nadar num dia de grande calor




Nasceu uma ninhada de patos bravos






Fizemos vários petiscos regionais e também cozemos pão no forno antigo

 
Fomos a Sever do Vouga visitar a Feira do Mirtilo

Nesta feira vendiam plantas envasadas, frutos embalados, licor, doce, gelado, bolo, tarte à base de mirtilo e onde prestavam imensa informação sobre a cultura e as diversas aplicações destas bagas.
Tivemos uma ninhada de patos mudos.  A segunda foto mostra uma lição de natação dada pela jovem mãe J


Terminámos o trabalho do milho que já está devidamente guardado



Nasceram 2 faisões


... e 6 pavões



Levámos os nossos amigos a Óbidos à Feira Medieval


Fizemos as nossas colheitas de tomate, cebola, pimento, beringela, physalis, malagueta, abóbora, pepino, feijão-verde, melancia, melão, maçã, pêra, morango, pêssego, cereja, ameixa, amora, framboesa…

Aproveitando a fartura para fazermos doces



Tivemos visitas inesperadas


Fizemos as nossas cirurgias caseiras como no caso de um borrego que fez uma ferida profunda na cabeça e que poucos dias depois, com o calor excessivo,  abrigava uma família de larvas gigantes de mosca-varejeira. 

Antes de injectarmos o animal com um produto que iria destruir esses parasitas que se alimentam e crescem dentro de tecidos vivos, fotografamos essas duas, junto ao ferimento, para poderem ver o tamanho de tais animais que iriam ocasionar a morte do borrego, comendo-o em vivo.


Nasceram também dois gansinhos

Fomos visitar o Festival de Jardins em Ponte de Lima que este ano tinha como tema “O Jardim e a Floresta”
Para o ano 2012, o tema será “Jardins para Comer” o que nos motiva a fazer de novo esta viagem

E agora perguntarão por que razão dissemos logo no início que tinham ficado as boas e más lembranças, quando tudo parece bom como demonstram as fotos.

É que o ano foi péssimo para as criações: os patinho bravos foram desaparecendo sem deixar rasto ou aparecendo mortos. Sobreviveram apenas 6 da ninhada de 18.  Os patinhos mudos foram os mais resistentes e só morreram 2 deles. Os faisões morreram dias depois da foto. Os gansos também. Aos pavões aconteceu o mesmo tendo apenas sobrevivido um dos novos. Os pintos peludos desapareceram, só restando uma franga. Mas estes temos a certeza que foram apanhados pela raposa ou pelo gato-bravo por termos encontrado um monte de peninhas brancas num sítio distante da capoeira.

Este tipo de vida faz-nos estar em constante contacto com a vida e a morte dos animais e não há meio de nos adaptarmos a esse facto da Natureza L

Só falta mostrar a foto do Tony Silva, trabalho feito pela criançada e que ainda se mantém a descansar ao sol e à chuva

Agora com o frio, andamos a apanhar azeitona, já comemos os dióspiros, já passou o tempo da castanha, que este ano veio cedo demais, e já temos as nozes ensacadas.

A produção de noz é cada vez menor devido à quantidade de esquilos que foi introduzida nas matas e que, segundo nos informaram, tem a ver com a tentativa de dar algum alimento aos animais selvagens. Não sabemos se a razão é essa mas o que é certo é que a introdução de novos animais, qualquer que seja a finalidade, se não tiver depois o devido acompanhamento, pode dar origem a pragas que não conseguimos controlar. No nosso caso vamos ficando sem as nozes L
E como não tivemos tempo para preparar um texto melhor, ficamos assim pela apresentação das fotos que resumem de alguma forma o que foi este Verão aqui na quinta.

2009-12-13

Voltámos!

Cá estamos de novo, agradecendo as simpáticas palavras dos amigos que pensavam que tínhamos desistido do Paixão dos Sentidos.
Não desistimos, ainda que tivéssemos tentado :)
Faz-nos falta estes bocadinhos em que estamos convosco contando as nossas histórias e lendo as vossas.
Estes últimos tempos têm sido muito difíceis, com imenso trabalho, devido ao afastamento do nosso caseiro que teve que ser sujeito a duas cirurgias, das quais tem vindo a recuperar muito lentamente.
Uma delas foi a uma hérnia, muito frequente nos homens de trabalho rural que se esforçam frequentemente deslocando pesos excessivos sem terem os devidos cuidados.
A outra que nos surpreendeu, pela sua raridade, foi o ter sido operado ao estômago para lhe extraírem um bezoar.
Para aqueles amigos menos informados ou que tenham perdido alguns episódios do Dr. House, um bezoar é uma bola que se forma no estômago (ou nos intestinos) com materiais que não são digeríveis e que não consegue seguir o trajecto normal.
Essa bola vai aumentando com o tempo e provoca incómodo e problemas diversos.
Descobriram o bezoar quando procuravam, por endoscopia, uma possível úlcera que justificasse a anemia e a magreza exagerada do nosso colaborador.
Curiosamente, um dos primeiros conselhos foi o de beber bastante coca-cola para tentar a sua dissolução, o que potenciou a nossa reserva contra o uso e abuso deste refrigerante. Mas o método não resultou neste caso.
Fracassou também a tentativa de o fragmentar e retirar por via endoscópica e por isso avançou-se para a cirurgia que tendo sido pouco invasiva, foi de recuperação muito lenta devido a outros problemas de saúde.
Soubemos depois que este bezoar era formado por fibras que por qualquer razão se foram enrolando, formando um novelo duro e definitivamente impossibilitado de seguir para o intestino.
Esta história fez-nos pensar nos nossos amigos que perseguindo a ideia de hábitos saudáveis, comem quantidades excessivas de fibras e passam o dia a beber garrafas de água.
A mensagem que tentamos passar com este texto, é que devemos consumir fibras, devemos beber água, mas sem excessos. Em caso de dúvida sobre as quantidades a ingerir, nada melhor que pedir conselho ao seu médico.
O caso do nosso caseiro é raro. O mais provável é o bezoar ter surgido devido a anomalias no funcionamento do seu organismo. Mas ainda assim, é preciso estarmos atentos e não nos deixarmos arrastar ingenuamente por correntes que podem estar a mascarar outros interesses.

E agora que já explicámos o que nos tem afastado de escritas e leituras e estando esperançados que as coisas comecem a funcionar normalmente, vamos terminar este post com fotos de uma jovem enregelada que esta manhã se encontrava encostada a um murete.



Estava muito molengona com o frio mas conseguia-se ver que já tinha ingerido o pequeno almoço.


Sabia-lhe bem receber o calor da minha mão...


Poucos minutos depois, mais animadita, já olhava em volta preocupada com a demora das fotografias



Esperemos que tenha conseguido um bom lugar para passar o Inverno e que nos venha surpreender quando chegar a Primavera.